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Tipos de Parto: Conheça Todos!

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Foto: via Nitielle Mendes

De acordo com o artigo Escolha do tipo de parto: fatores relatados por puérperas (mulheres que deram à luz há pouco tempo) de 2014 da Revista Gaúcha, a taxa de óbito das gestantes no Brasil diminuiu 55% entre os anos de 1990 e 2011.

Isso se deve ao fato de que a opinião da mãe está sendo mais valorizada, priorizando seu bem-estar e do bebê, ao mesmo tempo em que há um incentivo para o parto normal em casa através do Programa Nacional de Residência em Enfermagem Obstetrícia do Ministério da Saúde, em que enfermeiros ou parteiras atuam e atendem a mãe.

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Mas qual será o melhor tipo de parto? Além dos partos normal e cesárea, que são os mais conhecidos, também há o parto fórceps, natural, na água, de cócoras, entre outros. Quais suas vantagens e desvantagens?

É o que você vai descobrir através das informações que reunimos.

Mas antes vamos entender…

Como surgiram tantos tipos de parto?

É interessante saber que os partos começaram a ser realizados dentro dos hospitais há cerca de 70 anos.

Eles eram realizados apenas de forma tradicional, com as mulheres em macas horizontais, de costas com as pernas levantadas, como se fossem fazer um exame ginecológico.

As futuras mamães eram atendidas em salas de pré-parto com outras mulheres, e tinham as pernas amarradas na perneira, com a equipe médica pressionando a barriga da mulher. Também havia a injeção de soro com hormônios, entre outras técnicas para acelerar o parto, além de haver a episiotomia (quando há o corte do períneo, região entre a vagina e o ânus para facilitar a saída do bebê).

Esse tipo de parto é considerado normal e ainda é comum na maioria dos hospitais no Brasil. Caso houvesse alguma complicação, os médicos recorriam à cesárea. No entanto tudo mudou a partir dos anos 1970, pois mulheres que participavam do movimento hippie começaram a questionar essa forma de parto, propondo algo mais humanizado. E assim tiveram origem os outros tipos de parto.

Quais os tipos de parto que existem?

Existem dez tipos de parto, entre eles o parto normal, o parto natural, o parto na água, o parto de cócoras, o parto com fórceps, o parto Leboyer, o parto humanizado, o parto sem dor, o parto em casa e o parto cesárea. Conheça todos a seguir e tire suas dúvidas.

Parto Normal

É o parto mais comum, sendo realizado quando o bebê se encontra com a cabeça voltada para a pélvis. Apesar de parecer natural, nesse parto podem ser utilizadas intervenções para auxiliar no nascimento como anestesia e o corte do períneo.

Uma grande vantagem desse tipo de parto é que a recuperação da mãe é rápida, sendo que a mulher se sente mais animada para cuidar do bebê, além de haver menos hemorragia e riscos. Porém a desvantagem é a dor e a demora do parto, podendo levar de 12 a 18 horas para o bebê nascer.

De acordo com o artigo da Revista Gaúcha, a maioria das mulheres deseja ter parto normal, pois dessa forma sentem que tiveram grande participação no nascimento dos filhos.

Parto Natural

O parto natural é parecido com o parto normal, mas diferente deste não há anestesia, episiotomia, nem outro procedimento clínico para ajudar o bebê nascer.

Esse parto pode ser realizado em casa e até na água e tem como vantagem o respeito às necessidades da mulher e também suas escolhas, sendo que a mãe pode escolher o lugar que deseja que o bebê nasça.

No entanto a desvantagem é que há dor e risco para a gestante, já que não conta com todos os recursos de um parto normal, sendo perigoso se houver riscos durante o parto.

Parto na Água

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Foto: via Itapetininga

É um tipo de parto natural, sendo que nesse caso ocorre dentro da água, em uma banheira ou piscina.

Nesse tipo de parto a barriga deve estar toda coberta por água morna. A mulher entra na água quando há uma dilatação cervical maior do que cinco centímetros e se houver contrações frequentes e intensas (mais de duas a cada dez minutos).

O pai pode participar desse parto e entrar dentro da água também, assim pode ajudar sua companheira.

Não há risco do bebê se afogar, pois quando ele nasce ainda respira pelo cordão umbilical, demorando vinte segundos para seus pulmões se expandirem.

A vantagem desse tipo de parto é que a água morna ajuda a mulher a relaxar, diminuindo a tensão e a dor, além de aumentar a flexibilidade da mulher e proporcionar ao bebê uma transição mais suave do útero ao exterior.

Parto de Cócoras

É outro tipo de parto natural, mas ao invés da mulher ficar deitada de costas como no parto natural convencional, ela fica de cócoras.

Esse modo de dar a luz é muito antigo, sendo utilizado pelas índias e outros povos. Mas ficou conhecido no mundo urbano após Janet Balaskas liderar um movimento chamado “parto ativo” em Londres, na década de 1980.

Ela trabalhava com gestantes em aulas de yoga, ajudando-as a ser mais ativas no parto. Ela percebeu que a recuperação das mães era mais rápida quando havia liberdade de movimentação, e elas podiam seguir seus instintos. E é o que acontece no parto de cócoras.

A ideia é que a mulher tenha liberdade para ter o bebê e a posição vertical tem muitas vantagens como:

  • Aumenta a área da pélvis em 40%, de modo que facilite a saída do bebê;
  • O bebê sai mais fácil, já que conta com a ação da gravidade;
  • A mulher não tem que fazer tanto esforço para o bebê sair;
  • O parto é mais rápido e a dor é menor, já que as contrações são mais eficazes;
  • Não há tanta necessidade de intervenções de procedimentos clínicos para diminuir a dor ou ajudar na hora do parto.

O parto é feito da seguinte forma, a mulher fica na posição de cócoras, podendo ter a ajuda de um banquinho de parto ou uma cama de parto. Ela fica nessa posição durante as contrações e descansa nos intervalos. Assim como no parto da água, o pai também pode ajudar, dando apoio com seu corpo atrás da mulher.

Também há uma cadeira de parto que foi criada no Brasil pelo Dr. Moysés Paciornik e seu filho e que permite que a mãe fique em várias posições sem atrapalhar a ação do médico.

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Parto com Fórceps

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Foto: via Agenda Capital

O fórceps é um instrumento parecido com uma tesoura, mas que contém duas extremidades curvadas. Ele é usado quando a mulher está tendo dificuldades no parto normal. Ele ajuda o bebê a sair com mais rapidez.

Antigamente esse instrumento era utilizado sem cuidado, podendo machucar o bebê e a mãe, uma vez que o fórceps era introduzido na vagina da mulher, para segurar a cabeça do bebê e trazê-lo para fora.

Atualmente o instrumento é utilizado quando a cabeça do bebê está mais embaixo no canal de parto. E para a introdução do fórceps a mulher deve fazer a episiotomia para ficar mais fácil de introduzir o instrumento e do bebê sair. O médico puxa a cabeça enquanto a mulher empurra o bebê durante as contrações.

Parto Leboyer

Esse parto foi criado pelo obstetra francês Frédérick Leboyer que teve a ideia de proporcionar um parto que desse o maior conforto possível para o bebê.

Esse parto é feito com pouca luz, em silêncio, também é feita uma massagem nas costas do bebê, o primeiro banho do bebê é feito perto da mãe, o médico espera o cordão umbilical parar de pulsar para que seja cortado e assim o bebê possa fazer uma transição mais suave para a respiração pulmonar.

No entanto o parto Leboyer é apenas voltado para o conforto do bebê, para a mãe não muda muito de um parto normal.

Parto Humanizado

Na verdade o parto humanizado não é um tipo de parto, mas sim a forma com que a mulher é atendida durante o parto e sua gravidez. Esse parto tem como objetivo oferecer um bom atendimento para a mãe e o bebê, respeitando suas necessidades fisiológicas.

O Ministério da Saúde diz que o parto humanizado é aquele que dá à mulher o direito de pelo menos seis consultas de pré-natal, sua vaga garantida em um hospital na hora do bebê nascer e ter o direito de um acompanhante.

Alguns hospitais além de permitir um acompanhante, oferecem uma sala de parto com música e dão permissão para que a mãe fique alguns minutos com bebê antes que ele seja levado ao berçário.

Parto Sem Dor

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Foto: via Somos Pais Curso Preparação Parto Lamaze Internacional – LCCE

Ao ver o nome desse tipo de parto, você mamãe deve se animar pensando que não terá nenhuma dor. Mas infelizmente não é assim, esse tipo de parto não tira a dor, mas proporciona relaxamento e diminui a tensão, tornando o sofrimento menor.

O parto sem dor tem vários métodos que se baseiam em técnicas respiratórias, de relaxamento e concentração, entre os mais conhecidos estão: o Método Bradley, Lamaze e Hipnobirth.

Método Bradley – esse método é realizado através de aulas que duram doze semanas e ajuda a mãe e o pai a visualizarem a gravidez para estarem preparados para o que está por vir. Esse método mostra como funciona o parto natural e os possíveis problemas que podem acontecer, incentivando as mães a confiarem nos seus corpos e optarem por formas naturais de ter o bebê.

Método Lamaze – esse método foi criado pelo obstetra francês Fernand Lamaze. Esse método ficou muito famoso nos anos 1950, sendo que sua técnica mais conhecida é da respiração. Assim como o Método Bradley o Lamaze ajuda a mulher a optar pelo parto natural e estar preparada fisicamente e psicologicamente para isso.

Método Hipnobirth – é outro método que ajuda a mãe a ter confiança no parto natural. As técnicas para realização do Hipnobirth envolvem relaxamento, visualização e respiração.

E falando em parto sem dor, muita gente pode acabar confundindo com parto sob anestesia. Mas saiba que apesar da anestesia parar a dor, ao mesmo tempo a mulher perde momentaneamente a sensibilidade das pernas e do assoalho pélvico, o que acaba atrapalhando na hora dar à luz ao bebê.

Por isso esses métodos de relaxamento são mais eficazes e devem ser levados em conta antes de optar pela anestesia.

Parto em Casa

Como dissemos anteriormente o Ministério da Saúde desenvolveu um programa para promover o parto das mães em casa. Ele é liberado para mulheres saudáveis e que não apresentam problemas durante a gravidez.

Mas, claro que as mães não estão sozinhas, é preciso acompanhamento de profissionais da saúde como os enfermeiros obstetras e a parteira.

Nesse tipo de parto a mulher se sente mais à vontade em sua própria casa e assim o sofrimento é menor. É possível utilizar alguns recursos para diminuir a dor como relaxar em uma banheira de água a quente e fazer massagens.

Como é um parto natural não há auxílio de procedimentos clínicos e o parto pode ser mais longo que o normal. Dessa forma a parteira tem o papel de acompanhar a gestante, segurando suas mãos, ajudando-a a encontrar uma posição mais confortável, fazer massagens e tranquilizá-la.

No entanto esse tipo de parto é arriscado, pois caso haja complicações pode não haver tempo de deslocar a mãe para o hospital, tanto que o Conselho Federal de Medicina se opõem a esse tipo de parto.

Parto Cesárea

O parto cesárea é realizado através de uma cirurgia no abdômen da mulher para chegar até o útero, onde está o feito e retirá-lo, caso haja impossibilidade da mãe ter o parto normal.

Primeiramente é realizado um corte no abdômen e posteriormente outro no útero, passando pelos tecidos que dividem a barriga do útero, dessa forma ajudando o médico a puxar o bebê.

Segundo O Ministério da Saúde na rede pública 40% dos partos realizados são cesárea, enquanto que na rede particular o valor sobe para 85%. Isso é preocupante, uma vez que a porcentagem recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 10% a 15%.

O ideal é que esse tipo de parto somente seja realizado em caso de necessidade. Entre os problemas que pode tornar a cesárea necessária estão: o bebê não sair, não haver dilatação suficiente, o posicionamento errado do bebê, o tamanho, cordão umbilical enroscado no pescoço, entre outros.

É importante que nesses casos o médico converse com a mãe e juntos vejam qual a melhor opção para a segurança da mulher e do bebê.

Mas algumas mulheres estão preferindo fazer cesárea, por ser mais prático e não causar dor. No entanto apesar de não causar dor na hora a cesárea causa desconfortos depois da operação, podendo haver dores, desconfortos e limitações. Estas variam de mulher para mulher, mas a recuperação é mais lenta que um parto normal.

 

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