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Feridas no Colo do Útero: Como tratar? Pode Engravidar?

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Foto: via Maryjuana

Um dos problemas de saúde mais preocupantes que as mulheres podem ter são feridas no colo do útero. Isso se deve ao fato dessas feridas poderem se desenvolver em câncer do colo do útero, caso não sejam tratadas corretamente.

Por isso é importante que as mulheres fiquem atentas a seu corpo, se cuidem e se previnam de maneira correta, para evitar e tratar esse problema.

A seguir você vai conferir algumas perguntas e respostas que te ajudarão saber mais sobre as feridas no colo do útero, como tratá-las e preveni-las.

O que é o colo do útero?

O colo do útero é a ponta do triângulo invertido, que forma o útero, sendo possível vê-lo ao realizar o exame papanicolau.

O colo do útero é formado por uma parte externa que é revestida por um tecido mais resistente e pela parte interna, que reveste o canal endocervical, que vai da vagina até a cavidade do útero, sendo através desse canal, que os espermatozoides transitam. Essa parte interna é coberta por um tecido mais delicado.

Como ocorre a ferida no colo do útero?

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Foto: via Vix

A ferida ocorre quando uma parte da pele que reveste o canal endocervical se expõe ao meio vaginal. Ele fica com uma aparência avermelhada, sendo esta a ferida. Por ser um tecido mais delicado, quando a parte interna está exposta é mais suscetível a doenças.

Quais as causas das feridas no colo do útero?

Cientificamente chamadas de ectopia cervical essas feridas são causadas por inflamações que podem ter vários motivos. Entre eles:

Alergias

Geralmente alergias a produtos como camisinha ou absorventes internos, que podem acabar causando inflamação no local.

Irritações a produtos

Como a bucha, que pode mudar o pH vaginal, tornando-o mais ácido o que vai acabar criando feridas.

 Mudanças hormonais

As mudanças hormonais que podem causar feridas no colo do útero geralmente estão ligadas ao estrogênio.

Essas alterações podem ocorrer na infância (podendo acontecer com meninas recém-nascidas), adolescência (quando há uma intensificação na produção de hormônios) ou na menopausa.

Alterações do útero na gravidez

Nessa fase além da mudança hormonal que o corpo sofre a imunidade da mulher fica baixa, podendo levar a infecções que podem causar essas feridas.

O ferimento também pode ocorrer após o parto.

Infecções

As feridas no colo do útero também podem ser causadas por infecções, como HPV, clamídia, candidíase, sífilis, gonorreia ou herpes. Essas infecções podem ser contraídas através da relação sexual com uma pessoa contaminada ou por não ter uma higiene íntima adequada.

Quando contaminado com o vírus HPV, por exemplo, o colo do útero pode sofrer lesões que podem dar origem ao câncer no colo do útero. Nesse caso a atenção quanto ao tratamento deve ser redobrada.

Anticoncepcional hormonal

O uso de anticoncepcional com alta dosagem pode estimular a alteração no tecido do colo do útero e causar sua exteriorização para fora da abertura.

Nesse caso é bom consultar seu ginecologista para ver se é possível mudar o medicamento ou usar outro método contraceptivo, como camisinha feminina ou masculina, diafragma vaginal ou mesmo DIU (Dispositivo Intrauterino).

Quais os sintomas?

Há muitos casos que as feridas no colo do útero não apresentam sintomas, no entanto pode haver:

  • Corrimentos anormais de cor amarelada, branca ou esverdeada;
  • Cólica ou desconforto na região pélvica (nesse caso a cólica não é causada pela ferida e sim por causa da infecção do colo do útero);
  • Coceira e ardência ao urinar;
  • Sangramento vaginal, especialmente após a relação;
  • Desconforto durante a relação sexual.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do exame ginecológico especular, a colposcopia e a biópsia,que ajudam a avaliar a gravidade da lesão.

O exame ginecológico especular é feito através da introdução de um instrumento chamado especulo, no canal vaginal. Através dele é possível avaliar a cor e aspecto da vagina e do colo do útero.

A colposcopia é realizada através de um aparelho chamado coldoscópio, que permite o aumento da visualização da vagina e do colo do útero de 10 a 40 vezes o tamanho normal.

Também através do papanicolau e a captura híbrida que detecta o DNA viral, sendo ótimos exames para determinar a presença de HPV e alterações das células.

O papanicolau é realizado através da biópsia, onde é possível analisar células da vagina, podendo identificar inflamações, displasias, doenças do HPV e até mesmo o câncer do colo do útero.

Se a mulher é virgem, o médico observa o corrimento, analisando a calcinha da mulher e passando um cotonete na região da vulva, sem romper o hímen.

Como tratar?

Se a ferida for simples, como no caso da causada por mudanças fisiológicas, ela pode desaparecer sozinha, sendo que a ferida se transforma em um tecido escamoso e mais resistente.

No entanto em outros casos como infecções é necessário o tratamento.

O tratamento pode ser feito através de:

Pomada ou antibióticos

As pomadas são cicatrizantes ou feitas à base de hormônio, que quando aplicadas ajudam a cicatrizar a lesão. As pomadas podem ter propriedades antissépticas, hormonais ou regenerantes, como policresuleno, clostebol e neomicina, que ajudam a cicatrizar a lesão.

Geralmente são aplicadas diariamente, em especial à noite antes de dormir.

Os antibióticos são usados nas infecções por bactéria como a candidíase, sífilis, gonorreia e herpes, ajudando a combater o micro-organismo. Entre os antibióticos usados estão nistatina, aciclovir, azitromicina, penicilina e clindamicina.

Cauterização

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Foto: via Vix

No caso de feridas que apresentam complicações como cervicite, cistos, lesões causadas pelo vírus HPV ou lesões que tem risco de se desenvolver em câncer do colo do útero, é realizada a cauterização, que nada mais é do que a queima das lesões no colo do útero, dando a oportunidade para que novas células saudáveis se multipliquem no local e fechem a ferida.

A cauterização pode ser feita através de crioterapia ou eletrocauterização. A crioterapia é uma queimadura feita com frio e agentes químicos, como cremes, ácidos, géis, comprimidos ou óvulos. Já a eletrocauterização é feita através de eletricidade ou laser, em que as células são removidas por uma corrente elétrica.

O procedimento se parece com o papanicolau, pois a mulher deve ficar na mesma posição desse exame, deitada na maca do ginecologista, sem a parte de baixo da roupa e com as pernas ligeiramente afastadas.

Então é introduzido um objeto chamado espéculo, que mantém o canal vaginal aberto. Depois o médico coloca a anestesia no colo do útero, para que não haja dor durante o procedimento, e insere um aparelho comprido que irá queimar as lesões do colo do útero. O procedimento dura de 10 a 15 minutos.

Geralmente a cicatrização da ferida demora de duas a três semanas e durante esse tempo, a mulher deve evitar ter relações sexuais, manter uma boa higiene da parte íntima e vestir calcinha de algodão. A mulher também deverá evitar banhos de mar e piscina durante a recuperação.

Apesar de a crioterapia e eletrocauterização serem eficazes, na verdade, são métodos invasivos e que podem causar corrimento vaginal abundante até que ocorra a cura. Outra coisa que pode acontecer é o fechamento do canal cervical, o que pode causar infertilidade e se a mulher já estiver grávida dificuldades no trabalho de parto, já que o colo pode não se dilatar corretamente por causa da cicatrização.

Outra forma de realizar a cauterização é a laser, que é menos agressiva, já que o médico tem um maior controle na quantidade de tecido agredido. A cauterização química também é menos invasiva. Mas a escolha do método dependerá da avaliação médica.

A cauterização pode ser feita no consultório do ginecologista, não sendo preciso realizar o procedimento em um centro cirúrgico, já que a anestesia usada é local.

Remédios caseiros

Também há remédios caseiros que podem ajudar no tratamento das feridas, no entanto eles nunca devem substituir o tratamento médico.

Entre os remédios caseiros temos os banhos de assento e chás de folhas de goiabeira, que possui propriedades antibióticas e cicatrizantes e chás de folhas de tanchagem.

Apesar de não curarem o problema sozinhos, esses remédios caseiros podem ajudar no tratamento, fazendo com que a mulher se recupere mais rapidamente.

Como se prevenir?

Para se prevenir contra as feridas no colo do útero é necessário que a mulher faça uma consulta no ginecologista ao menos uma vez por ano para que possa verificar se há algum problema.

E sempre que surgir sintomas como corrimento, é bom que a mulher avise ao ginecologista para que possa ser feito um exame ginecológico que analisará se há alterações ou risco de alterações no útero.

Também é importante cuidar bem da região íntima, lavando com sabão neutro e água corrente e se prevenir usando camisinha durante a relação sexual. Ainda é bom ressaltar que mulheres que tenham mais de um parceiro sexual estão mais suscetíveis a apresentar o problema, assim como infecções sexualmente transmissíveis.

Ferida no colo do útero na gravidez

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Foto: via Cosmopolitan

A ferida no colo do útero, como foi dito anteriormente, também pode surgir durante a gravidez, devido às alterações hormonais que ocorrem e também à baixa imunidade da mulher.

É preciso ter cuidado redobrado, pois se a ferida for causada por infecções pode causar danos ao bebê, como aborto, parto prematuro, atraso do desenvolvimento, dificuldade respiratória, alterações nos olhos e ouvidos e infecções.

Para realizar o tratamento é feito o uso de medicamentos ou pomadas. Se a causa da ferida no colo do útero for infecção geralmente os ginecologistas preferem realizar o tratamento fazendo uso de pomadas antissépticas e cicatrizantes, usando antibióticos apenas quando necessário.

É importante que as futuras mamães realizem todos os exames pedidos no obstetra desde o primeiro momento em que ficam sabendo que estão grávidas. Dessa forma caso haja algum problema ele será diagnosticado o mais precocemente possível. Sendo assim, o tratamento pode ser realizado antes que o problema fique grave e possa prejudicar bebê.

Quem tem ferida no colo do útero pode engravidar?

Depende do caso. Se a ferida for causada por infecção pelo vírus HPV, não. Pois altera o pH da vagina, dificultando a chegada dos espermatozoides ao útero. A resposta também é negativa no caso de a infecção ser causada por bactéria, pois se elas chegarem às trompas, pode gerar a doença inflamatória pélvica e também atrapalhar na hora de engravidar.

Só não tem problema quando são lesões leves. No entanto não é indicado que a mulher sabendo que tem feridas no colo do útero queira engravidar antes de tratar completamente o problema, pois como dissemos anteriormente pode causar problemas ao bebê.

Por isso o indicado é que a mulher se trate primeiramente, para depois tentar engravidar. Dessa forma terá uma gravidez mais tranquila e saudável.

Ferida no colo do útero pode atrasar a menstruação?

A ferida no colo do útero nada tem a ver com o ciclo menstrual, por isso não é capaz de atrasar a menstruação.

Caso seja o seu caso, é interessante ir ao ginecologista e ver do que se trata. O atraso na menstruação pode estar relacionado com alterações hormonais, síndrome do ovário policístico ou mesmo gravidez.

É outro problema que requer atenção, especialmente para as mulheres que desejam engravidar.

Ferida no colo do útero é transmissível?

A ferida no colo do útero não é contagiosa. Mas as infecções que podem causá-la são. Por isso é bom realizar todos os exames preventivos e fazer uso de preservativos durante a relação sexual, para que não haja perigo de você passar ou contrair infecções.

Ferida no colo do útero pode causar câncer?

Como dissemos anteriormente sim. Não é comum que feridas no colo do útero possam desenvolver para câncer, já que realizando o tratamento o risco é eliminado.

No entanto pode acontecer em casos de feridas que tem um desenvolvimento rápido e quando o tratamento não é realizado de forma adequada.

O risco é maior em caso de feridas causadas pelo vírus HPV. Geralmente o câncer é detectado através de uma biópsia que é realizada pelo ginecologista.

Nesse caso o tratamento deve ser ter início o mais rápido possível assim que o diagnóstico for confirmado. O tratamento é realizado através de cirurgia para retirar o pedaço do útero com a lesão ou mesmo a retirada total do órgão e quimioterapia.

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