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Cisto de Bartholin – O que é, Quais São as Causas e Quais as Formas de Tratamento?

O cisto de Bartholin não é um problema comum, aparecendo em 2% das mulheres, globalmente falando. O cisto acontece quando há acúmulo de líquido no interior das glândulas de Bartolin.

Essas glândulas se encontram no interior da vagina, ao lado dos lábios menores. Elas são algumas das glândulas responsáveis por lubrificar a vagina durante o contato íntimo.

O problema pode ser resolvido de forma simples, pois é possível que as glândulas se esvaziem sozinhas, no entanto há casos em que o cisto de Bartholin persiste aparecendo mais vezes e é nesse momento que é necessário o tratamento.

Neste artigo você vai entender quais são as causas do cisto de Bartholin, as formas de tratamento que estão sendo utilizadas e mais informações sobre o assunto.

O que é o cisto de Bartholin e quais suas causas?

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Foto: via Picdeer.org

O cisto de Bartholin é um problema causado pelo acúmulo de líquidos no interior das glândulas de Bartholin.

Quando o cisto é pequeno a mulher não é capaz de senti-lo, mas conforme ele cresce vai gerando desconforto.

Caso haja infecção por bactérias no cisto se forma um abscesso (bolsa de pus), sendo a infecção conhecida como bartolinite.

Quais as causas da bartolinite?

A bartolinite pode ser causada por IST – Infecções Sexualmente Transmissíveis. Entre as infecções que podem causar a bartolinite se encontram a gonorreia e a clamídia, cujas bactérias costumam infectar o cisto de Bartholin.

No entanto a infecção também pode ter outras causas como falta de cuidados com a higiene da vagina, como não lavar a região de forma devida, o que pode provocar a infecção por bactérias intestinais.

Quais os sintomas do cisto de Bartholin?

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Foto: via Blasting News

Geralmente o cisto de Bartholin não apresenta sintomas, no entanto se ele crescer muito pode gerar desconforto quando a mulher for sentar e também durante o ato sexual.

Em caso de infecção podem ocorrer outros sintomas como:

  • Presença de pus;
  • Região inflamada;
  • Formação de nódulo na região das glândulas;
  • Dor;
  • Febre.

Nesse caso é indicado que você visite um ginecologista para realizar o diagnóstico e tratamento.

É possível tratar o cisto de Bartholin em casa?

Quando o cisto está pequeno, sim.

O que pode ser feito são banhos de assento com água morna de três a quatro vezes ao dia.

Você também pode adicionar à água plantas medicinais que contenham propriedades antibactericidas, antissépticas, anti-inflamatórias ou cicatrizantes, como a aroeira e o barbatimão.

Em quais casos é indicado procurar um médico?

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Foto: via Tratamento Íntimo

A mulher deve procurar um médico em caso de:

  • O cisto está crescendo ou ele continua, mesmo sendo realizados banhos de assento;
  • Sente dor;
  • Dificuldade ao andar e sentar;
  • Tem idade superior a 40 anos.

Como é realizado o diagnóstico do cisto de Bartholin?

O diagnóstico é realizado pelo médico dermatologista. Ele fará um exame pélvico, onde verificará a aparência das glândulas de Bartholin para ver se há a presença do cisto.

Se houver o cisto e ainda tiver a presença de pus, o que indica bartolinite, então o médico mandará uma amostra da secreção para análise, a fim de investigar a presença de infecções.

O médico também pode pedir uma biópsia, caso o cisto tenha um formato irregular ou se a mulher tiver mais de 40 anos, para analisar o cisto e ver se trata de cisto de Bartholin ou de câncer de vulva, doença que também pode gerar cisto.

Quais as formas de tratamento para o cisto de Bartholin?

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Foto: via Veja

Existem várias formas de tratamento para o cisto de Bartholin, que variam de acordo com sua gravidade.

Vamos conhecer cada uma delas:

Medicamentos

O médico ginecologista pode receitar antibióticos e analgésicos para combater as bactérias e aliviar a dor em caso de bartolinite.

Drenagem cirúrgica

É realizado um corte cirúrgico na glândula de Bartholin, onde se encontra o cisto, para que seja retirado o líquido acumulado e assim aliviar os sintomas.

O médico faz isso através de anestesia local e uma pequena incisão na glândula.

Marsupialização

Também é realizada a drenagem do líquido que se encontra no interior da glândula de Bartholin.

No entanto depois que a drenagem é realizada é feita a sutura da cápsula do cisto com as bordas fixadas em seu exterior. Isso evita que o cisto se feche e assim acumule líquido novamente na glândula de Bartholin.

Essa medida é tomada para evitar a formação de um novo cisto. No entanto o orifício que fica é fechado com o passar do tempo através da cicatrização.

Fistulização

Esse tratamento não é muito comum, pois ele é realizado através da colocação do cateter de Word, que não é muito encontrado nos hospitais.

O procedimento é parecido com a marsupialização em que é feita uma incisão nas glândulas de Bartholin para a retirada do líquido acumulado e deixado um pequeno orifício, mas ao invés de apenas deixá-lo aberto é inserido um cateter no local.

Esse cateter é ligado a uma pequena bolsa insuflada de até 3 ml de solução salina estéril.

Ele é deixado no local de quatro a seis semanas para que se houver mais acúmulo de líquido nas glândulas de Bartholin, ele possa vazar para dentro da bolsa.

Ablação com nitrato de prata

É uma técnica em que é feito um corte na glândula, onde se encontra o cisto e então é feita a drenagem do líquido.

Depois disso é colocado no local nitrato de prata e não é realizada sutura, deixando a glândula com um corte aberto.

A solução é deixada na região por dois dias para então ser removida.

Escleroterapia com álcool

Primeiramente é feita uma incisão nas glândulas de Bartholin e então realizada a drenagem do cisto. Depois o local é irrigado com álcool 70% por 5 minutos.

Bartolinectomia

É realizada em último caso, quando o cisto de Bartholin não cessa de aparecer, pois se trata da retirada das glândulas de Bartholin.

Geralmente a cirurgia é feita com anestesia geral e dura cerca de uma hora.

Esse processo só é realizado quando não há infecção.

Laser de CO2

Esse método foi descrito no artigo publicado pelo site Scielo em 2015, realizado pela Universidade Federal de São Paulo.

Nesse estudo foram avaliadas 31 pacientes, com idade entre 22 e 48 anos, com diagnóstico de cisto da glândula de Bartholin e que foram atendidas de janeiro de 2007 a dezembro de 2014 no Núcleo de Prevenção em Doenças Ginecológicas do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina.

Para a realização desse método foi realizada a limpeza da região com solução de iodopovidona tópica e a anestesia local. Depois foi passado o laser de CO2, o qual estava encaixado em um aparelho chamado colposcópio, na potência de 10 a 25 W.

O laser CO2 fez um corte na glândula de Bartholin para que fosse realizada a drenagem do líquido acumulado.

Em seguida a área foi lavada com solução salina estéril e então foi destruído o tecido capsular do cisto com a ajuda do laser.

Foi explicado para as pacientes realizar banho de assento com solução de iodopovidina diluída em água três vezes ao dia, não ter contato íntimo por duas a três semanas e aquelas em que havia sintomas de infecção deveriam tomar os antibióticos e analgésicos receitados.

As pacientes voltaram a ser examinadas depois de 15 a 30 dias. Com avaliação em um período de até seis meses, como resultado apenas em cinco das 31 pacientes o problema retornou.

Essas cinco passaram novamente pelo tratamento e foi constatado que não teve retorno do cisto de Bartholin.

Segundo o trabalho quando aplicado o tratamento com laser CO2 não é necessário internar a paciente, o que traz menos gastos.

Além disso, a técnica não deixou as pacientes com sequelas, assim se o cisto de Bartholin retornar é possível realizar mais sessões até o problema ser resolvido.

Dúvidas

Confira algumas perguntas e respostas que podem te ajudar a entender melhor como funciona o cisto de Bartholin.

Qual a incidência do cisto de Bartholin no Brasil?

De acordo com um estudo publicado no site Scielo no ano de 2015 a média no Brasil é que o cisto de Bartholin apareça em mulheres entre 18 e 61 anos.

Como funciona a bartolinectomia?

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Foto: via UFCG

Como vimos neste artigo a bartolinectomia é a medida mais drástica a ser tomada para tratar o cisto de Bartholin.

O médico só toma essa decisão depois que a mulher já tomou antibióticos e fez a drenagem do cisto e abscesso e o problema retornou.

Essa operação que faz a retirada das glândulas de Bartholin dura em média uma hora e a mulher recebe anestesia geral.

Como toda cirurgia há riscos como: ocorrência de sangramento, surgimento de marcas, infecção local, inchaço e dor.

No entanto como a operação é feita no hospital a mulher pode ficar tranquila, pois essas complicações podem ser combatidas com remédios.

O período de internação dura de dois a três dias e a mulher deve tomar vários cuidados após a cirurgia.

Entre esses cuidados estão: realizar tarefas em que é necessário ter concentração durante as primeiras 48 horas após tomar a anestesia, não ter contato íntimo durante 4 semanas, usar absorvente interno durante esse tempo e fazer a higiene da região íntima com produtos perfumados.

O cisto de Bartholin pode ocorrer em mulheres grávidas?

Sim. Mas geralmente quando acontece o cisto desaparece rapidamente e a mulher pode passar pelo parto normal.

Porém se houver infecção é necessário seguir todas as recomendações do médico para que não haja risco para a mãe e o bebê.

Como evitar infecções vaginais?

Como vimos, uma das complicações que pode ocorrer no cisto de Bartholin são infecções vaginais, por isso é muito importante cuidar da região íntima para evitar que essas infecções ocorram e deem mais dores de cabeça.

Confira algumas atitudes que você pode tomar para evitá-las:

Mantenha a higiene da parte externa da região íntima

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Foto: via Fidelitá

É importante que você lave a parte externa da região íntima com sabonete.

Você pode utilizar sabonete íntimo que é próprio para isso, mas você deve tomar cuidado para não usar toda hora, pois pode prejudicar a flora vaginal.

Você deve lavar a região não somente ao tomar banho, mas também após a relação sexual, tomando o cuidado de urinar antes de lavar a região e trocar a calcinha ou o absorvente.

A limpeza deve ser feita de frente para trás para evitar que as bactérias intestinais sejam levadas para o canal urinário.

Não use o absorvente interno por muito tempo

O absorvente interno deve ser trocado uma vez a cada duas horas, mesmo que haja pouco fluxo menstrual, pois o sangue parado pode gerar uma infecção.

Use roupa íntima de algodão

Você deve preferir utilizar roupa íntima de algodão, pois ele facilita a transpiração da pele, diminuindo a concentração de suor, que pode causar infecções.

Cuidado com a depilação

Quando for depilar a região íntima tome muito cuidado, e não faça a depilação por mais de três vezes por semana, pois pode favorecer a proliferação de micro-organismos e corrimento vaginal.

Evite usar gilete e produtos para depilação, pois eles acabam com a camada protetora da pele e ajudam a diminuir a lubrificação natural da pele.

Não use duchas vaginais

As duchas vaginais são dispositivos especializados, onde se encontram uma solução de água e antisséptico para realizar a lavagem vaginal.

Não é indicado usá-las, pois as duchas vaginais podem mudar o pH da flora vaginal, aumentando a tendência de haver infecção.

Elas só devem ser utilizadas quando recomendadas pelo médico.

Não use lenços umedecidos ou papel higiênico perfumado

Você não deve usá-los, pois os lenços umedecidos e papel higiênico perfumado retiram a lubrificação natural da pele, podendo desidratar a vagina e provocar irritações.

Como vimos neste artigo o cisto de Bartholin, apesar de ser um problema que não possui uma grande gravidade, deve ser tratado, especialmente em caso de infecção ou se o cisto estiver muito grande.

Ao sentir sintomas como dor, desconforto ao sentar e andar, presença de pus e febre você deve consultar imediatamente um médico ginecologista.

Ele fará um exame pélvico e se for necessário realizará uma biópsia e análise do pus para identificar a infecção e assim tratar o problema.

O tratamento é realizado através da drenagem cirúrgica do cisto e o uso de antibióticos e analgésicos para combater a infecção.

Existem tratamentos novos como o laser CO2 que se mostram mais eficazes, mas é importante que você consulte um dermatologista de confiança e leve sua opinião em conta para resolver o problema da melhor forma possível.

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